A psicomotricidade destaca-se pela sua visão holística da criança.

Este termo parte de uma tentativa de desmistificar a ideia de separação entre corpo e espírito e estuda as relações entre o movimento e o psiquismo.

Psicomotricidade

O que é?

A psicomotricidade teve a sua origem em disciplinas como a neurologia, psicologia, psiquiatria, pedagogia, psicanálise, entre outras, e destaca-se pela sua visão holística da criança. Este termo parte de uma tentativa de desmistificar a ideia de separação entre corpo e espírito e estuda as relações entre o movimento e o psiquismo (Fonseca, 2010).

Hoje sabemos que há uma interrelação forte entre as funções mentais e motoras, tal como afirmava Wallon (1925), e que é a atividade psicomotora (o agarrar, o mexer, o correr, o saltar) que está na base da aprendizagem (Lièvre e Staes, 2012). Desta forma, as dimensões motoras, mentais e emocionais do indivíduo estão em constante interação e manifestação no corpo e, por isto, cada a criança é única e deve ser observada como um todo, com as suas características motoras, cognitivas e emocionais próprias e tendo em conta os seus contextos (Martins, 2001).

O que inclui?

Fase de ativação – atividades e circuitos motores que promovam a ativação muscular;

Fase fundamental – atividades de exploração sensorial e expressão corporal/ artística (dança, pintura/desenho, ritmos);

Retorno à calma – atividade baseadas em técnicas de descontração muscular e mental (ex: histórias, exercícios de respiração, exercícios de visualização, exercícios de contração/descontração de segmentos);

Diálogo final – as crianças são convidadas a refletir e a partilhar o que mais/menos gostaram, o que foi mais fácil/difícil, etc. Cada criança só partilha com o grupo se quiser.

Quais os benefícios?

A terapia psicomotora utiliza o corpo e o movimento como meio para a aprendizagem, valendo-se de experiências lúdicas e significativas para promover aspetos como a expressividade de emoções e afetos, atenção, concentração, memória, controlo da impulsividade, linguagem, autoestima, coordenação e competências pessoais e sociais (APP, 2011).